Onde morrem os que não existem
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Quantas almas cabel nesta ilusão
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Todos os dias antes de dormir, 2020

Projeto em desenvolvimento

Bordado sobre fronhas apropriadas.

    Todos os dias antes de dormir surgiu de um sentimento de desconexão e dúvida produzido pela somatória de incertezas pessoais e coletivas de um mundo pandêmico. Em confecção durante o período de quarentena corrente, é um projeto de uma série de bordados sobre fronhas antigas cuja inspiração provém das angústias que emergem à hora de dormir e impossibilitam o descanso. A separação, tanto das pessoas quanto da rotina, associada à restrição da liberdade de transitar pelos espaços da cidade tem amplificado as preocupações dos indivíduos outrora obscurecidas pelo cotidiano. Onde estão os outros? Estão ocupando lugares, não estão? Abrem-se, assim, perspectivas inquietantemente plausíveis de futuros mórbidos em que dúvidas fermentadas por ansiedades particulares e coletivas se tornam potenciais realidades.
    Atualmente, o projeto conta com duas obras: onde morrem os que não existem e quantas almas cabem nesta ilusão. Intenciona-se confeccionar um componente da série por semana de isolamento, compondo, ao fim, uma instalação de tamanho proporcional ao estado de exceção decorrente da pandemia e que condense, dentro de suas possibilidades, parte das ansiedades coletivas que nos assolam.